Tudo o que eu sempre quis dizer mas só consegui escrevendo

tudo o que eu sempre quis dizer mas só consegui escrevendo

 

Maria Ribeiro é uma atriz (conhecida pelos filmes Tropa de Elite e Como nossos pais), escritora e cronista. Seus textos podem ser lidos no jornal O Globo, mas também em livros, como Tudo o que eu sempre quis dizer mas só consegui escrevendo. O livro é uma reunião de cartas que Maria escreveu para as pessoas mais próximas e queridas, como os pais, amigos, ex-namorados, colegas de trabalho. A autora escreve uma espécie de autobiografia por meio de cartas. Maria Ribeiro não tem medo de se expor e “discutir a relação” com os destinatários.

Reflexões sobre a vida se misturam com detalhes do dia a dia, como uma série, um livro legal, a relação com os filhos. As melhores cartas são as que foram escritas para os pais e os filhos. Há um tom de balanço da relação, mas também de perdão, de declaração de amor e amizade. A autora não tem medo de compartilhar seus pensamentos íntimos.

O que nos aproxima mais da escrita é que muitos dos destinatários são pessoas famosas, conhecidas pelo público, como os escritores Gregorio Duvivier e Xico Sá. Uma leitura leve e rápida. Recomendado!

The Guardian publicará coluna semanal de Elena Ferrante

The Guardian coluna semanal de Elena Ferrante

Elena Ferrante tornou-se fenômeno literário com a série napolitana.

Os ávidos leitores da escritora italiana Elena Ferrante já podem comemorar. Após publicar a famosa tetralogia napolitana, a autora agora se lança em um novo desafio: uma coluna semanal no jornal inglês The Guardian. A coluna será publicada no caderno dominical do jornal.

Em sua estreia, Ferrante fala sobre como planejou escrever sobre suas primeiras vezes. A primeira vez que viu o mar, a primeira vez que fez amor, a primeira vez que se apaixonou. O projeto não deu certo, mas rendeu à escritora uma crônica sobre o  primeiro amor.

A escritora faz reflexões sobre a natureza do amor e as incertezas da adolescência. Os fãs poderão matar a saudade do estilo único de Ferrante e de sua peculiar visão do amor e da vida.

“Eu esperava e queria mais, e fiquei surpresa ao saber que ele, por outro lado, depois de me querer tanto, me achou supérflua e fugiu, pois tinha outras coisas para fazer.”

Eu sei, mas não devia – crônica de Marina Colasanti

eu sei mas não devia marina colasanti

 

A escritora Marina Colasanti foi indicada esta semana ao prêmio Hans Christian Andersen, considerado o “Nobel” da literatura infantil. Não li nenhum livro infantil da autora, mas um texto dela que me marcou muito foi a crônica “Eu sei, mas não devia“:

“A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor.
E porque não tem vista, a gente logo se acostuma a não olhar para fora.
E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas.
E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz.
E à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.”
“A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir.
A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta.
A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.”
O Antônio Abujamra gravou um vídeo recitando a crônica, vale a pena ver:
A escritora Marina Colasanti mantém um site com crônicas e textos.