A parte que falta

Não acompanho muito o universo dos youtubers, mas o novo vídeo da Jout Jout tocou fundo na alma. Ela fala sobre o livro A parte que falta, do escritor Shel Silverstein. Recomendo o livro (e o vídeo) para quem acha que a vida nunca está completa, sempre tem que ser preenchida por algo a mais (um novo amor, novo emprego, dinheiro, etc). Eu sempre estou em busca de algo a mais, mas às vezes tudo o que precisamos é curtir a paisagem…

 

Mike Flanagan será o diretor de “Doutor Sono”, continuação de “O iluminado”

O iluminado, clássico do terror dirigido por Stanley Kubrick, terá uma continuação, o filme Doutor Sono. A Warner Bros. definiu esta semana que Mike Flanagan será o diretor do filme e que também será responsável pelo roteiro.

 

 

O iluminado foi baseado no livro de Stephen King de mesmo nome. Na obra, Jack Torrance é um escritor que aceita trabalhar como zelador em um hotel afastado. Ele se muda para o hotel com o filho e a mulher durante o inverno rigoroso. O filho de Torrance tem habilidades psíquicas e consegue ver os espíritos que rondam o local. Aos poucos, o escritor é tomado por forças sobrenaturais e se torna uma ameaça para a mulher e o filho.

Lançado em 1980,  O iluminado se tornou referência do gênero terror com cenas marcantes, como o banho de sangue no corredor e a cena das gêmeas.

 

Ilustrações raras de George Barbier para o clássico “As ligações perigosas”

as ligações perigosas ilustrada por george barbier

 

Em 1782, o escritor francês Choderlos de Laclos publicou o clássico “As ligações perigosas“. O romance gira em torno das cartas trocadas entre um grupo de aristocratas libertino, empenhados na arte da sedução. Um dos passatempos do Visconde de Valmont é seduzir jovens inexperientes. Valmont conta com a ajuda da Marquesa de Merteuil para conquistar Cecile, jovem recém-saída do convento e prometida em casamento.

Porém, em 1934 a obra ganhou uma versão refinada com ilustrações do artista francês George Barbier (1882-1932). O livro hoje é uma raridade. Ah, se eu pudesse comprar…

as ligações perigosas ilustrações por george barbier

as ligações perigosas george barbier

A belíssima casa do escritor Ian McEwan

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Foto de Ricardo Labougle

O jornal The New York Times fez uma reportagem mostrando a casa de campo do escritor britânico Ian McEwan, conhecido por obras como “Reparação” e “Enclausurado“. A residência está localizada no interior da Inglaterra e sempre foi um sonho do escritor.

 

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Foto de Ricardo Labougle

 

McEwan vive na casa junto com sua esposa Annalena McAfee, que também é escritora. As duas últimas obras de McEwan foram escritas nesta linda casa. Um ótimo lugar para ter inspirações…

Poesias de Bilac e Camões na música pop

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Para curtir o feriado, selecionei alguns poemas que serviram de inspiração para bandas de rock/pop. Ouvir os poemas entre as notas musicais é uma forma diferente de sentir, ouvir e ler poesia.

Amor é um fogo que arde sem se ver

Renato Russo, vocalista da banda Legião Urbana, usou trechos da carta de Paulo aos Coríntios, do Novo Testamento, e de um poema do poeta português Luís Vaz de Camões para compor a letra de “Monte Castelo“. A música é uma homenagem aos soldados brasileiro que lutaram na Segunda Guerra na batalha de Monte Castello, na Itália. A canção faz parte do álbum “Quatro estações”, de 1989.

 

 

Monte Castelo – Legião Urbana

Ainda que eu falasse a língua dos homens
E falasse a língua dos anjos
Sem amor, eu nada seria

É só o amor, é só o amor
Que conhece o que é verdade
O amor é bom, não quer o mal
Não sente inveja ou se envaidece

O amor é o fogo que arde sem se ver
É ferida que dói e não se sente
É um contentamento descontente
É dor que desatina sem doer

Ainda que eu falasse a língua dos homens
E falasse a língua dos anjos
Sem amor, eu nada seria

É um não querer mais que bem querer
É solitário andar por entre a gente
É um não contentar-se de contente
É cuidar que se ganha em se perder

É um estar-se preso por vontade
É servir a quem vence, o vencedor
É um ter com quem nos mata a lealdade
Tão contrário a si é o mesmo amor

Estou acordado e todos dormem
Todos dormem, todos dormem
Agora vejo em parte
Mas então veremos face a face

É só o amor, é só o amor
Que conhece o que é verdade

Ainda que eu falasse a língua dos homens
E falasse a língua dos anjos
Sem amor, eu nada seria

Ouvir Estrelas – Olavo Bilac

Em 1998, a cantora Paula Toller, vocalista do Kid Abelha, adaptou o poema Ouvir Estrelas, do poeta parnasiano Olavo Bilac (1865-1918). A música faz parte do disco “Autolove”.

 

 

Ouvir Estrelas – Olavo Bilac

“Ora (direis) ouvir estrelas! Certo,
Perdeste o senso!” E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muitas vezes desperto
E abro as janelas, pálido de espanto…

E conversamos toda a noite,
enquanto a Via-Láctea, como um pátio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.

Direis agora: “Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo? ”

E eu vos direi: “Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e e de entender estrelas”.

 

Dica de roteiro pelo Centro de Florianópolis

Um passeio típico pelo Centro de Florianópolis inclui uma volta pelo Mercado Público e a Praça XV de novembro. Mas também há outras opções, por isso fiz um roteiro cultural para passar uma manhã ou um dia no Centro.

Exposição Schwanke, Habitar os Incorporais – Fundação Cultural Badesc

A exposição com as obras do artista plástico catarinense Luiz Henrique Schwanke (1951-1992) pode ser vista até o dia 16 de março na Fundação Cultural Badesc. Na exposição, há obras inovadoras com o uso de materiais como o plástico, grampos de roupa e outros objetos do cotidiano.  Além da exposição, a Fundação também tem uma programação com filmes e cursos.

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Schwanke usou grampos de roupa para criar esta obra

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A “Cobra Coral” foi montada no jardim da Fundação Cultural Badesc

Quando: segunda a sexta, 12h às 19h

Onde: Fundação Cultural Badesc, rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro, Florianópolis, telefone: (48) 3224-8846

Quanto: Gratuito

Museu Histórico de Santa Catarina – Palácio Cruz e Sousa

Localizado na praça XV de novembro, o Palácio Cruz e Sousa era a antiga casa dos governadores do Estado. O prédio é bem conservado e guarda as características de quando foi construído, com a reconstituição dos aposentos como eram no século XIX.

Há também a sala Cruz e Sousa, com os restos mortais do poeta. A visitação desta sala é gratuita. O ingresso para visitar as demais dependências do Palácio, que abriga o Museu Histórico de Santa Catarina, custa R$ 5.

Em 2010, foi inaugurado um memorial em homenagem a Cruz e Sousa, mas que hoje encontra-se abandonado. A obra não foi concluída.

Restos mortais do poeta Cruz e Sousa

Restos mortais do poeta Cruz e Sousa. Foto: Rafael Gonzaga – Alquimidia.org

Palácio Cruz e Sousa roteiro cultural florianópolis

O Palácio Cruz e Sousa também recebe exposições e eventos culturais

palácio-cruz-e-sousaFoto: Rafael Gonzaga – Alquimidia.org

Horário de atendimento ao público:
De terça a sexta-feira: das 10h às 18h.
Sábados, domingos e feriados: das 10h às 16h.
Preço do ingresso: R$ 5

Sebos da rua João Pinto

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Rua João Pinto – a rua dos sebos em Florianópolis

Depois de conhecer o Palácio Cruz e Sousa, vale a pena bater perna na rua João Pinto, conhecida pelos sebos.

Há o sebo da Ivete, um pouco confuso para se localizar entre as pilhas de livros (muita gente deve ter vendido com a crise). O sebo Elemental tem um bom acervo, principalmente na área de biografias.

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Minhas comprinhas no sebo

Um cafezinho – ou cervejinha

Para descansar de tanto bater perna, um chopinho na Travessa Ratcliff, esquina com a João Pinto. Ou quem sabe um cafezinho na rua Vidal Ramos. Tem o Empório Doll e Café para uma opção natural ou a Dona Fulana para quem não sabe o que é dieta.

E aí, gostou do roteiro?

 

Aquarius é indicado ao César, o Oscar francês

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Sônia Braga interpreta a personagem Clara no longa “Aquarius”

 

O filme brasileiro “Aquarius“, que teve grande repercussão no Brasil e na crítica especializada em 2016, foi indicado ao premio César na categoria melhor filme estrangeiro.

O longa, dirigido por Kleber Mendonça Filho, conta a história de Clara (Sônia Braga), a última residente do edifício “Aquarius” que se recusa a sair do prédio na orla do Recife para que seja vendido a uma grande construtora. O filme mostra o poder das grandes empreiteiras no Brasil e as tensas relações de classe no país.

Aquarius” é sustentado pela ótima interpretação de Sônia Braga, que consegue transmitir a força e a personalidade de Clara, que já é uma das grandes personagens do cinema brasileiro.

Polêmicas com o Oscar

Aquarius” não foi selecionado para ser o representante brasileiro na disputa pelo Oscar 2017 de melhor filme estrangeiro. O escolhido foi “O pequeno segredo”, que também ficou fora da disputa pela estatueta.

O filme de Mendonça Filho realmente não teve muita sorte com o Oscar. A empresa distribuidora do filme nos Estados Unidos não inscreveu o filme oficialmente. Muitos queriam votar em Sônia Braga para o Oscar de melhor filme estrangeiro e em “Aquarius”, como informa o blog Baixo Manhattan .

Bom, já que não há “Aquarius” no Oscar 2017, o jeito é curtir a trilha sonora do filme no Spotify, que é mara.