Resenha: Os lança-chamas – Rachel Kushner

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O livro “Os lança-chamas“, da escritora americana Rachel Kushner, foi publicado no Brasil em 2014, mas não lembro de ler resenhas na imprensa e nem de haver um burburinho sobre a autora ou o livro. “Os lança-chamas” foi um dos finalistas do National Book Award de 2013, uma das premiações literárias mais importantes dos Estados Unidos, assim como o livro de estreia de Kushner, “Telex from Cuba”, em 2008.

Uma obra que foi considerada pelo The New York Times uma das melhores de 2013 merecia mais publicidade. Mas também várias autoras brasileiras com livros maravilhosos são ignoradas pela grande mídia (ou não são objeto de tanta festa quanto os homens. Mas isso é assunto para outro post).

O livro é narrado em primeira pessoa por Reno, uma jovem recém-formada em artes plásticas que se muda para Nova York em busca de uma carreira como artista. Em Nova York ela entra em contato com os artista locais e com toda a vibe da década de 70, com uma arte experimental e conceitual. Reno conhece Sandro Valera, um italiano de origem abonada que se muda para os EUA com o objetivo de ser artista plástico.

A narrativa se divide entre o relato em primeira pessoa de Reno e as origens da família de Sandro Valera, cujo pai fundou uma próspera fábrica de motos, a Valera. Aliás, as motos são muito importantes em “Os lança-chamas”: Reno é motociclista e uma mulher audaciosa e cheia de personalidade.

Inspirações para “Os lança-chamas”

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A escritora Rachel Kushner se inspirou numa série de imagens e obras de arte para escrever “Os lança-chamas”

Kushner também viveu na Itália e já foi crítica de arte e, assim como sua personagem Reno, gosta de dirigir motos. A escritora também se inspirou em imagens icônicas como obras e fotografias de artistas da época. Algumas dessas imagens podem ser vistas em uma reportagem da revista The Paris Review. 

O livro de Rachel Kushner é uma leitura deliciosa. A autora nos transporta para um entardecer em Alexandria ou a uma festa numa mansão na Itália, com uma grande capacidade descritiva e de escrever cenas memoráveis.

O leitor viaja por vários assuntos e lugares, como a cena da arte contemporânea nos EUA na década de 70, corridas de motos, as brigadas vermelhas na Itália. Com tantas tramas e temas, às vezes falta alguma concisão na obra, mas que é superado pelo talento narrativo da escritora. Uma leitura imperdível.

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